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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Eu gostaria de ser quem eu sou, mas gostaria de ser de verdade, ser quem eu acho que sou. Parece papo de maluco com crise existencial, mas eu pergunto, você é quem você acha que é? É incrível esta situação e, ao mesmo tempo, contraditória; mas perfeitamente possível. A pessoa que vive dentro de mim é um constante conflito com o qual eu vivo desde sempre -eu acho- ou, simplesmente, é um ser de luz em mutação constante que encontra saídas nos momentos de encontro entre meu ser verdadeiro e meu ser social - social soa ruim, mas é ruim mesmo. Claro! A pessoa que vive, que está em mim, acredita no convívio sem conflitos, acredita nas pessoas sem representações seguras de confiança, vive uma vida que todos sonham e desacredita no fim; já a pessoa por fora, a casca castigada, a couraça, que protege (de fora pra dentro/de dentro pra fora) uma alma limpa e amorosa e duvidosa do mundo exterior, vive marcada, com cicatrizes das mais variadas. Há momentos em que estas pessoas se encontram, momentos de sintonia pura, momentos em que um sorriso sincero transmite toda a minha confiança de que, um dia, mesmo com o mundo todo errado e essa crise existencial/pessoal que persegue a minha maldição chamada "vida", um dia eu ainda terei orgulho de minhas dúvidas que me geraram satisfação e harmonia entre ser e luz. Nesse momento, companheiro, pense, como eu, na grandiosidade deste destino cruel que se chama vida e tenha certeza: haverão momentos felizes; no final, você é quem gostaria de ser; por mais castigado que seja, durante o percurso, dará tudo certo, enfim.
sábado, 22 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
era um homem que pensava, mas pensava que um homem só pensa melhor por ser só, só ele. egocentrismo disfarçado, mascarado, de necessária solidão. acabou, então, em um de seus devaneios solitários, pensativo e pensando só, só, se vendo mais só que um homem que só pensa. morreu de solidão só de pensar em morrer só de tanto pensar.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Quis escrever algo bonito, tocante; que, quando lido, realizasse a incrível obra de extrair uma lágrima verdadeira do único animal capaz de chorar -nós, meu caro. Mas desejar não é poder e precisei trabalhar. Fui atrás de coisas lindas, tocantes, que renovassem a fonte da vida e a perspectiva de vitória que nos mantém de pé e com olhar visionário para irmos avante à vitória; tudo isso para escrever algo grandioso, real e tocante. Nessa busca incessante pelo sentimento real que toca qualquer ser-que-chora, vi muito clichê, muita balela, muita historinha de amor pra boi dormir e descobri que o "sentimento real" relatado por muitos e que faz chorar -dizem que é "amor"- (pasmem! choquem-se! reflitam!) é todo fantasioso e... é tudo uma grande mentira! Eu não existo, você não existe; o amor muito menos. A vida?! Bom, o que é vida?! Vida existe? Me prove que você existe e passo a acreditar que eu também existo. O simples fato de estar de pé e com a coluna ereta, não te torna tão especial assim.
Foi então que eu descobri que vivenciar e relatar a insignificância me torna mais vivo e mais real que o amor.
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