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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
EPOPÉIA DE UM CIDADÃO COMUM ASPIRANTE À BOBO DA CORTE
Eu não estou feliz
na verdade
se é que a verdade existe
nunca fui
essa obrigação moderna de felicidade
não me atinge
não me atinge dor
paixão
compaixão
então
muito menos
me atinge
o coco e o cocô
que vem do alto
da cabeça não passa
não sai
mas também não fica
pouco importa
a estrada é torta
sinuosa
errada
e sem errata
sou frio
frio como a selva de concreto e aço
sou grande
mas sou pequeno
diminuto
similar ao que sinto
ódio
de dimensões astronômicas
só mesmo meu instinto assassino
assassinado por um papel
assinado
depois de assalto
que de um salto
me fez
saltimbanco
me sentou num banco
escrevi esse poema
me assassinei
pessoa
me assinei artista
e preciso de dinheiro.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
Eu parei de escrever.
Meu mundo já não gira,
a lua não é íntegra,
o povo é sujo,
o que importa é material.
Meu amor
já não rima com dor -
amor e dor
é só ilusão.
Perdi a fé,
eu não escrevo,
não paro em pé,
e nem desejo.
Rimo
a esmo
só pra disfarçar
como um vesgo(?).
Tem gente que vive a dizer que a magia está nas forma, na rima, nos versos extremamente corretos, na técnica e se esquecem do principal,
o coração.
Às pulhas
essas frescuras.
Eu parei de escrever.
Perdeu a graça.
É só desgraça.
Já nem sei ler.
Agora vou ensinar -
pra estragar,
pra desgraçar,
atrapalhar,
quem quer pensar!
sábado, 4 de agosto de 2012
O CAPITAL É A CAPITAL, CAPITÃO
Vendo o que não tenho
pra comprar o que não preciso.
Exibo o que nunca tive,
gosto do que me possui,
e deixo me possuir.
Luto, luto, luto e
morro todos os dias,
vivo de luto -
lutando por valores agregados,
atribuídos,
empregados,
valores de mentira.
Vivo uma mentira
bem maquiada,
verdinha;
tão bem maquiada,
tão verdinha,
quanto os que regem
a capital e
o capital.
Vida desgraçada;
vida(?)
monetária.
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