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quarta-feira, 24 de abril de 2013


chega de escrever
mas também chega de pensar! chega de viver, sorrir, dançar, cantar, atuar. basta de tudo! basta até de comer, compartilhar receitas da vovó. chega de tentar construir seu amor em palavras. basta! como se a tinta da caneta acabasse, chega. chega de rabiscar versinhos, marchinhas, bilhetes, anotações. pichações e grafites, não mais. sem mais projetos arquitetônicos, receitas médicas, receitas de terreiro, folhinhas de missa. planos de vida perfeita. basta de música, partitura, violão, violino e viola. sem rock, sertanejo, MPB... sem som. chega de leitura. um basta a poesia. sem intelectuais, músicos, artistas. sem magia. sem circo. sem vida. sem propósito. chega de construir um destino, uma vida, uma história. chega! basta! sem mais.
chega de escrever

terça-feira, 23 de abril de 2013


imagine se todos soubessem de todos os seus pensamentos.
imagine se seus amigos soubessem de suas opiniões secretas
de sua "amizade"...
de seu "companheirismo"...
de seus "-você sabe que pode confiar em mim"...
já pensou se todos os seus desejos fossem expostos a todos?
já imaginou como seria?
e se eles fossem realizados?
já pensou nisso?
e numa sociedade inteira desmascarada?
já pensou se eu pudesse captar sua reflexão ao ler este texto?
você seria a mesma pessoa?
sem casca?

quarta-feira, 10 de abril de 2013

terça-feira, 9 de abril de 2013


que haja mar na terra
quem há de amar na terra
quem queira amar no mar
no ar
na terra
que aja amor na terra

domingo, 7 de abril de 2013

quarta-feira, 3 de abril de 2013

quando estava no ensino fundamental, uma amiga me pediu para que escrevesse em sua agenda; aquela coisa de amigos de escola que escrevem mensagens bonitinhas uns para os outros e que serão guardadas e blá-blá-blá (...). aceitei o pedido, claro, com muito carinho e prometi que, no próximo dia, levaria a agenda/diário com a mensagem que me pedira. feito isto, no dia seguinte, lhe entreguei a agenda e fiquei esperando, de minha carteira, para ver sua reação; pois eu havia caprichado na mensagem, queria impressionar, queria ser lembrado por aquela mensagem. ela abriu a agenda e procurou onde eu havia depositado minha mensagem -e eu esperando sua reação, super ansioso- e, quando encontrou, demonstrou uma reação de grande surpresa! ótimo!, eu pensei. ela gostou, a impressionou, ficou feliz; objetivo concluído com sucesso - eu pensei, satisfeito. mostrou para algumas amigas que estavam por perto e que logo começaram a rir. isto também me deixou feliz, claro, pois além de sua aprovação para a mensagem, também havia a aprovação das amigas. foi quando terminou a avaliação da minha mensagem e suas consequentes reações que coisas estranhas começaram a acontecer. primeiro: uma caneta hidrocor saiu de sua mochila e passeo ferozmente por minha mensagem, rabiscando-a toda; segundo: um tubo de cola também saiu de sua mochila e lambrecou tudo o que eu havia escrito com tanto carinho; terceiro: um recorte de revista (ou algo parecido), de cor preta, também saiu de sua mochila e foi afixado, num misto de cuidado -para sobrepor cada palavra- e raiva, por cima de minhas palavras de companheirismo, amizade e carinho. fiquei sem entender, por pouco tempo, pois logo ela virara para mostrar o que havia feito com minha mensagem - transformara numa colagem sem sentido para apagar minhas palavras de afeto. fiquei surpreso e triste ao presenciar este feito, ainda mais vindo de uma amiga, e questionei-a o motivo de tanto ódio. a resposta veio e era algo parecido com: se é pra escrever errado e com letra feia na minha agenda, é melhor não escrever. tudo bem, eu pensei. tristeza é melhor esquecer. um fato triste de minha vida, mas altamente irrelevante em relação a algum tipo de rancor e sofrimento pelo acontecido. o problema todo é: esta mesma pessoa, depois muitos anos, em tempos de faculdade (numa universidade federal conceituada), insiste em escrever "concerteza"; não saber usar "mas" e "mais"; escrever inúmeras palavras erradas etc, etc, etc. e, sendo um pouco arrogante e orgulhoso e pedante... tenho mais conhecimento que ela e escrevo melhor que ela. não a julgo por isso e nunca o farei, mas o problema é ter que lembrar deste fato toda vez que me deparo com os erros ortográficos da pessoa que um dia arruinou uma mensagem de carinho pelos mesmos erros.