Another Source

segunda-feira, 22 de junho de 2015

sábado, 20 de junho de 2015

domingo, 14 de junho de 2015

terça-feira, 5 de maio de 2015

todos os medos são infundados; todo objetivo obedece a um desejo insignificante de ser melhor aos olhos que te veem. todos os valores são empregados por preceitos que não valem nada, sequer existem. toda expressão de valor é tão vazia quanto aquele: parabéns, bom trabalho.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Nem mesmo eu
Que me interessava por tanto
Já não me transo mais
Nos seus cachos e cachecóis
Já não me soam seguro antro

Me julgam animal
Que antes paternal
Nós que outrora banais porém
São assim tantos casais

Comummente errados continuemos errantes

quarta-feira, 11 de março de 2015

A vida, por si só, soa-me um erro. Errar na vida é o natural, corriqueiro - viver é persistir no erro. Acertar no erro é limbo, sobrenatural, universo em contradição; é destruir corações e decepcionar os que te amam. Errar, entretanto, não gera satisfação, não grarifica ninguém - apesar de sua naturalidade redundante. Logo, viver é sofrido e acertos esporádicos são erros destrutíveis.

A vida, por si só, soa-me um erro. Errar na vida é o natural, corriqueiro. Vencer no erro é limbo, sobrenatural, universo em contradição; destruir corações e decepcionar os que te amam.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Talvez não seja medo. Pode ser paz de espírito retardada, extensão do pavio da uma bomba atômica ou, talvez, a força sobrenatural de não dizer o que se quer, o que se sente, o que destrói (aos poucos) por dentro.

segunda-feira, 2 de março de 2015

talvez, calar-se, não signifique acovardar-se; mas sim, ser forte o suficiente para não compartilhar a verdade.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

alô! passei pra dizer que por aqui tem coração que bate. passei pra dizer que por aqui tem coração que sente; que sente mais medo que vontade de lutar. sim, mas não por isso é um coração covarde, com medo de amar. só lembrando que aqui tem coração, não é coração valente, não é grande, não é cheio de força, nem de alegria e não é tão amoroso como dizem em contos apaixonantes -talvez por isso estes sejam fictícios, sempre. até tenho coração, mas ele nem cumpre seu papel filosófico, montado há anos pelos mais dramáticos poetas: ele não ama. aqui tem coração que sente, que sente que seu único papel seja mesmo manter seu portador de pé, manter o sangue circulando. por aqui não se firma amor, não circula paixão. é só um coração, não é teatro.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

eu só queria um lar
o mar
amar
estar

eu só queria ser
querer
ver
ler

mas eu só sei sangrar
chorar
andar

todas as dores pavores temores enfim
pensar

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

eu fui até lá no sertão
pra saber de lampião,
mas desci pra cascavel
pra viagem um bom cordel,
então subi pra ribeirão
senti o sol sem compaixão,
eu andei o mundo afora
fui até juiz de fora.

empaquei meu caminhão.
por aqui me estacionei.
quebrou meu coração.
de paixão me estatelei.