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sábado, 20 de dezembro de 2014

eu desejo do mundo do meu fundo vazio que nada do que nada temos seja o tudo que nunca teremos todo

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

a dor que sinto
dizer que é a dor que
digo que sei
mudar para aquela dor
que nunca foi dor mas
muda pois sempre ficou
e pra sempre há de ficar
pois sei que sempre
será a dor infinita de
ser alguém que não sou mas
agora que já perdurou eu
finjo que vou mas
sei que nunca voei

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Desejo toda hora
O amanhã eu receio
Ontem já foi foi anseio
Agora
Todo esse rodeio
Pra dizer que te odeio

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

o que eu não digo pra ninguém

fico imaginando se, atualmente, eu precisasse construir uma descrição sobre mim, tal como eram feitas no já falecido Orkut; seria algo realmente complexo e com informações que se não se encaixam umas nas outras, se destoam entre si por suas peculiaridades particulares. talvez, pela formulação social atual em que estamos incluindo, exista a distinção de isso e aquilo e estes dois não podem se misturar; pode ser que esse mundo anti-preconceito estimule para que diferenças cresçam, proliferem-se e há sempre quem aponte que isso é diferente daquilo e ambos não podem ocupar o mesmo espaço - o "espaço" a que me refiro será só minha cabeça?; é quase certo que eu é que estou fechando do mundo... enfim, se eu precisasse me descrever, apontar um ídolo, um filme, um livro, uma música, hoje, apontaria ícones significativamente distintos entre si: Nick Lauda, De Volta Para o Futuro, MAUS, Whiskey in the Jar (Metallica).
não vale a pena continuar...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

os melhores poemas são sempre os não lidos
vinhos, os não degustados
ápices dos prazeres, os não vividos
talvez sejamos, de tempo, abastados
o passado é sempre tão maçante
e o futuro sempre tão brilhante
depositamos nossa fé no que há de vir
pois há de nos fazer sorrir

talvez pra Hamlet fosse melhor
sem ter medo do pior
assim, sem pensar, sem temer
ter se abstido deste ser ou não ser

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

de produção independente
decidi em ser contente
tipo ser meu dirigente

vislumbrando diferente
atingindo muita gente
me julgaram deliquente

exclamaram: contingente
esse bicho mata gente
empunharam até tridente

QUEIMA ESSE DEMENTE

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

perece
é o que parece

mas, nem sempre, parece
o que aparece
perece é o que parece

perece o que aparece
desaparece o que perece

perece até tu
que nem parece
ou aparece
mas perece

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

sem arriscar não há risco
sem risco não há poesia
sem poesia ninguém se arrisca

-eu arriscando

quarta-feira, 30 de julho de 2014

um sinal de pare
que na prisão lhe pare
em todo cidadão que pariu
quem pariu é que pare
essa prisão com todos estes pares
pare até quem já pariu
pariu até quem já partiu

domingo, 6 de julho de 2014

tristeza e angústia

coração na mão
pé no chão
raiva no olhar

é esse hoje
que não quer passar

para tudo
não

e ainda há de piorar

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Eu voltei
de onde nunca fui
Pra dizer
o que nunca foi dito
Pra você
que nunca me ouviu

É o fim
de todos os começos

segunda-feira, 9 de junho de 2014

E quem foi que disse que que eu preciso ser eu antes de ser quem eu quiser?
Eu posso ser eu, posso ser ele, posso ser aquele...
Independente de quem eu seja, o que importa é que eu seja quem eu quiser.
Quando eu quiser.
Como eu quiser.
Se eu quiser.

terça-feira, 3 de junho de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

dos problemas da vida
a sua partida
-pr'além da vista,
maldita-

é a maior ferida
a mais doída

segunda-feira, 12 de maio de 2014

de prosa em prosa
a vila formosa
tornou-se viscosa

e o que era laico
tornou-se lacaio
largou o prosaico

de suma opinião
e até cruz na mão
agora diz-se cristão

exemplo de cidadão
a palavra na mão
e no seu peito vão

serviu para o vento
por exemplo
levar o tormento

segunda-feira, 5 de maio de 2014

sexta-feira, 21 de março de 2014

poema travesti

me reinventei
agora finjo que sou o que antes fingia não ser
me pintei da minha mais verdadeira mentira e praguejei:

finjo que sou assim pra ter coragem
pra olhar em seus olhos e mentir a mais verdadeira das verdades travestidas:
nunca quero lhe perder, minha pequena flor

ainda que nunca tenha a tido
minto verdades mais uma vez:
antes e depois de você, tudo que grita em meu peito, é um expoente de alegria e sensatez
travestido e mentido tão lindamente da mais bela

dor

um poema vomitado direto do coração
-tão sangrento e truculento

mas é de coração

terça-feira, 18 de março de 2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

fazendo o que não queria
pra chegar onde não devia
enfim chorar
e dizer que não

merec-er-ia

domingo, 2 de março de 2014

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

sábado, 1 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

é preciso muita coragem para se descrever,
dizer ao mundo tudo aquilo que você quer ser ou aquilo que se esforça em ser;
é preciso ser bem vivido para assumir ser o outro e vestir a máscara que lhe encaixa melhor
-é imensurável o esforço para abafar o eu, enquanto o "eu" é que é o necessário para se viver em paz e harmonia (principalmente).

eu preciso ser o que você mostra ao mundo que é e
você precisa ser o que eu mostro ao mundo que sou.

tal/vez
possamos nos travestir de gente e constituir o "normal"

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

pra jogar fora
pra expor
usar de espora
da inveja ser alvo
pra ser[vil] de torpor
pra ser infinitamente lindo, enfeitado e plastificado

o meu mais falso
amor