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sexta-feira, 30 de março de 2012

Triste mesmo é não saber lidar com a solidão e depender da alegria barata que não é sua, triste é nunca ser só e ser feliz o tempo todo com alegrias descartáveis.

quinta-feira, 29 de março de 2012

De que adianta um coração sentimental? Sentimento não resolve equações, só traz problemas maiores; eu quero ser racional (frio e calculista), quente e romancista é a maior fria. Sem essa de ser ponderado e agir de peito aberto, desse jeito qualquer golpe me arranca o coração cheio de amor, isso também é de mais, só preciso de frieza, racionalidade livre de amor...

terça-feira, 27 de março de 2012

LINGUIÇA

pá não diser
que não çou xegado na linguística
-que já ê linguiça cheia-
deicho minha mençagem

iscrita em brasileiro
com celo de garantia du povão
não priciso sê doutô
pá iscrivinhá o que pensu

serto,
linguiça?

sexta-feira, 23 de março de 2012

O pão-da-casa
não merece um xerox
com preço de cópia original
mas com pouco recheio

O pão massudo
é caro
tal como a dignidade
do estudante que não merece que eu

FALE
Minha vontade não é mundana
é imunda.
Meu mundo não é terrestre
é sub-terrestre.

quinta-feira, 22 de março de 2012

VIVA A LAMBIDA!

Talvez viver seja como lamber a tampinha metálica do iogurte: uns fazem, outros não.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Experimente sua insanidade, cheia de princípios morais, e saia por aí dizendo que o capitalismo é errado e existem sistemas capazes de superá-lo; mas tenha o celular da moda, daqueles que faltam um pedaço da maçã que Eva mordeu (esse aparelho é mesmo uma tentação!), seja normal, enfim, tenha uma camisa do Che Guevara.

segunda-feira, 19 de março de 2012

A imaginação, fértil e adubada com besteiras televisivas e porcarias transmitidas via satélites, nos confunde. Baixas frequências de níveis intelectuais miseráveis, emitidos em onda curta, nos co-fundem -e é assim que somos uma nação de cabra-homens, machões sensibilizados com a pior a vilã da novela do horário atual, que assistem e acompanham às fezes televisivas das 21hrs. Mundo moderno: muita onda, muita onda -ondas curtas, de maior alcance-; pouco papel, puco intelecto. Mundo atual, mundo moderno(?), mundo de mentira... mundo de brincar de ser machão, sujeito-homem, eita mundo bom de acabar.

quinta-feira, 15 de março de 2012

VONTADE DE DIZER MAIS DO QUE FOI DITO, MAIS DO QUE FOI ESCRITO

O que fazer com a vontade, quase incontrolável, de gritar desejos e proferir ordens de mudanças "humanas" (com fins extremamente egoístas, claro)?


Vontade... coisa traiçoeira que se esconde atrás de cada gesto, atrás de cada fio de cabelo rebelde que é forçado a voltar ao seu lugar -deslizando por entre dedos e se encaixando, entre outros, num gesto inspirador de maldade.
O seu remelexo me causa ânsia de vômito; o seu olhar, inocentemente voraz, levemente atraente, me desarma e me deixa trêmulo; a sua voz me cala, fecha minha boca, entope meu coração, silencia minh'alma (o que sai de mim são tropeços, frases gaguejadas)... no momento: eu te odeio. Sim, eu te odeio; claro!, você não é minha e nem poderia ser. Você não é como eu queria que fosse e nem poderia ser (sim, sou egoísta e queria lhe moldar).
Eu quero tudo o que eu queria não querer, mas eu sei que no fundo eu não quero mesmo, ainda que haja a sombra impetuosa do desejo no âmago do meu ser me dizendo que "SIM!, VOCÊ QUER! EU QUERO"... eu acho irrelevante os desejos que tenho de te beijar, te abraçar, sentir seu calor em meus braços, te matar e amar.
Enfim, eu não quero. Ainda que haja a sombra impetuosa do desejo no âmago do meu ser me indagando:


O que fazer com a vontade, quase incontrolável, de gritar desejos e proferir ordens de mudanças "humanas" (com fins extremamente egoístas, claro)?


Talvez transcrevê-los não seja a melhor ideia.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Escrevo pra transmitir uma mensagem, não pra divulgar meu histórico acadêmico -ou do supletivo.
Tô assinando tudo o que é assassinato/assassinado. Ando assassinando a sina nossa sem sina, sem sinhá, assassinada.
Amor, há,
mora?
Amora, amor,
há?
Ah, amor,
há? Mora?
Há, amor,
AMOR!, ora.
Amor, amora,
há?

A
BRASA
mora?
Se fosse fácil ninguém sentia
sofria desse mal
não chorava pelo mesmo.

Não haveriam tantos livros
tentativas de escrever
o que é difícil descrever.

Se fosse gostoso não deixaria marcas
manchas na honra
vidas inglórias a todo momento.

Se fosse substância da vida
muitos nem nasceriam
por precaução com o devir.

Catarse enfeitada da vida e diluída em água com açúcar
empregada no valor do outro
principal emissor de males -

amor.
Eu sou podre
podre
podre
De mané
mané
mané.

-eu, Edson
Há rumor
de amor
sem amor
só dor.
Sem cor
com rancor
sem ardor
sem fervor.
Há dor
ah, amor.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Um dia frio
rodeado de pessoas
sem perfume
sem virtude.

Um dia estranho
na cidade perfeita
muito vento
sem amor.

Um dia comum
rancoroso-
hoje

amanhã

depois

semana que vem...
quando eu morrer.

sábado, 3 de março de 2012

Você bagunça meu mundo
destrói minhas barreiras
colide com meus princípios
transforma minha moral
transforma-a em ramal
principal
da minha inocência apaixonada.

sexta-feira, 2 de março de 2012

O meu direito de ir e vir se perde quando você vem: você vem e eu não sei onde ir, não sei onde vou; você vai e eu não sei onde ia, não sei pra onde vou; você vai, você vem... e parece que vive dentro de mim.
Eu quero amar,
eu quero sentir.
EU SEI VOAR!


-eu só sei mentir...