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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Eu gostaria de ser quem eu sou, mas gostaria de ser de verdade, ser quem eu acho que sou. Parece papo de maluco com crise existencial, mas eu pergunto, você é quem você acha que é? É incrível esta situação e, ao mesmo tempo, contraditória; mas perfeitamente possível. A pessoa que vive dentro de mim é um constante conflito com o qual eu vivo desde sempre -eu acho- ou, simplesmente, é um ser de luz em mutação constante que encontra saídas nos momentos de encontro entre meu ser verdadeiro e meu ser social - social soa ruim, mas é ruim mesmo. Claro! A pessoa que vive, que está em mim, acredita no convívio sem conflitos, acredita nas pessoas sem representações seguras de confiança, vive uma vida que todos sonham e desacredita no fim; já a pessoa por fora, a casca castigada, a couraça, que protege (de fora pra dentro/de dentro pra fora) uma alma limpa e amorosa e duvidosa do mundo exterior, vive marcada, com cicatrizes das mais variadas. Há momentos em que estas pessoas se encontram, momentos de sintonia pura, momentos em que um sorriso sincero transmite toda a minha confiança de que, um dia, mesmo com o mundo todo errado e essa crise existencial/pessoal que persegue a minha maldição chamada "vida", um dia eu ainda terei orgulho de minhas dúvidas que me geraram satisfação e harmonia entre ser e luz. Nesse momento, companheiro, pense, como eu, na grandiosidade deste destino cruel que se chama vida e tenha certeza: haverão momentos felizes; no final, você é quem gostaria de ser; por mais castigado que seja, durante o percurso, dará tudo certo, enfim.
sábado, 22 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
era um homem que pensava, mas pensava que um homem só pensa melhor por ser só, só ele. egocentrismo disfarçado, mascarado, de necessária solidão. acabou, então, em um de seus devaneios solitários, pensativo e pensando só, só, se vendo mais só que um homem que só pensa. morreu de solidão só de pensar em morrer só de tanto pensar.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Quis escrever algo bonito, tocante; que, quando lido, realizasse a incrível obra de extrair uma lágrima verdadeira do único animal capaz de chorar -nós, meu caro. Mas desejar não é poder e precisei trabalhar. Fui atrás de coisas lindas, tocantes, que renovassem a fonte da vida e a perspectiva de vitória que nos mantém de pé e com olhar visionário para irmos avante à vitória; tudo isso para escrever algo grandioso, real e tocante. Nessa busca incessante pelo sentimento real que toca qualquer ser-que-chora, vi muito clichê, muita balela, muita historinha de amor pra boi dormir e descobri que o "sentimento real" relatado por muitos e que faz chorar -dizem que é "amor"- (pasmem! choquem-se! reflitam!) é todo fantasioso e... é tudo uma grande mentira! Eu não existo, você não existe; o amor muito menos. A vida?! Bom, o que é vida?! Vida existe? Me prove que você existe e passo a acreditar que eu também existo. O simples fato de estar de pé e com a coluna ereta, não te torna tão especial assim.
Foi então que eu descobri que vivenciar e relatar a insignificância me torna mais vivo e mais real que o amor.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Levo a vida com meu coração amargurado e leviano. Amargurado com o mundo e leviano com meus próprios sentimentos. Meu coração está para mim, como meu cérebro está para a compreensão de qualquer ação impulsionada pela paixão. Ai de mim, pobre homem que acredita na paixão, na compaixão - mesmo sem compreender essas coisas/sentimentos que beiram a fé na humanidade. Ter fé é lindo; mas também é duvidoso.
domingo, 25 de novembro de 2012
POR ISSO EU AINDA ESTOU DE PÉ
Tudo bem, eu até aceito que a vida corre como um rio; passa por muitos lugares, leva muita coisa, alimenta muita coisa, destrói muita coisa, até reorganiza alguns elementos básicos e que, em determinado ponto, ou deságua no mar, se torna memorável (e acaba) ou seca, sendo só mais um (e acaba) - aquela monotonia de sempre que nós conhecemos bem, mas que quis usar uma metáfora. Coisa comum, seguimento chamado "padrão"; até o mais insignificante dos seres vive esta experiência cruel. O que me deixa deprimido, desacreditado do fato de que esta experiência seja, de fato, uma dádiva, é ter que engolir que amores vem vão e que, quando se vão, na maioria das vezes, se torna algo ruim - "na maioria das vezes", pra mim, são todas. Aquela amor infinito, de juras de amor eterno, de casamento certo - casamento de gerar bodas e mais bodas e frutos e sempre com amor e paixão no ápice -, mas que já passou e que era tão bom; esse amor devia ser algo pra vida, uma conquista tão grande quanto (maior, eu garanto) uma enorme quantia de dinheiro; pois gera benefício como dinheiro e passamos por isso com satisfação, alegria e prazer!
A humanidade evolui, o homem se torna inteligente, se torna vulnerável, frágil; e assim, animais ou menos que isso, se torna frio e cético - por mais que seja atingido, derrubado, esmagado, esquartejado por investidas fulminantes de Eros e de todos os amores em toda forma possível, se alimenta de amores eternos-instantâneos para manter seu sangue quente e líquido (função simples, básica e método fácil) - como impulso ao coração que não pode parar para manter-se correto perante à sociedade manipuladora de sentimentos lindos e descartáveis como nós: gente.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Esse negócio de viver cada dia que amanhece ao máximo, é coisa de quem não tem um plano de vida, de quem acha que não tem amanhã, de quem abre mão de um ano por um dia. Minhas consequências de amanhã, são frutos das minhas ações de hoje - e assim vai; cuide bem do seu hoje e saiba: o amanhã já está chegando, como você o preparou?
sábado, 20 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Problema: falência múltipla de amores e paixões. Prejudicado: homem. Motivo: superioridade e soberania racional de intelecto prático e deshumano. Tratamento: mais amor e paixão e menos solução teórica. Resultado sem tratamento: caos e cinza e morte. Resultado com tratamento: harmonia e cor e vida. Considerações finais: mais amor e menos teoria.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
a vida dos teus olhos
não é
a vida dos meus olhos
a sua
é vida colorida e feliz
a minha
é vida triste em sépia
a sua
é vida que se pode viver
a minha, meu bem,
nem sequer é vívida.
como pode?,
vida -
é sua e é minha também,
mas a sua é vida...
e a minha?
eu também quero vida pra viver!
-existe apoio do governo de incentivo à vida vívida de viver de verdade, vida minha?
domingo, 7 de outubro de 2012
Eu preciso de algo novo
O mundo é sempre tão colorido, tão cheio de água, tão cheio de gente; imagine se fosse vazio -sem casas, sem prédios, sem carros, sem obrigações-, e se houvesse uma ou duas pessoas ou três pessoas ou dez ou cinquenta, mas que não passasse de mil?, se fosse tudo preto e branco ou branco e preto ou branco e branco ou preto e preto? São tantas oportunidades de melhoria/mudança/renovação... são tantas, tantas, tantas que acho que
Eu não preciso de algo novo
sábado, 6 de outubro de 2012
Agora tem gente querendo me dizer
o que devo fazer
pra compreender?, pra aprender?,
esse tal fulano Modo de Viver...
Faça-me o favor, meu Sinhô,
me poupa desse pavor,
não quero rancor, não, Sinhô...
nem pudor...
Deixa eu viver como é que é, na ralé
como aquele, ali, Zé Mané
"-Qual é!?
-É assim que é!"
domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
por eu ser grande e, consequentemente, ter o pé grande, já me chamaram de muitas coisas, me deram vários apelido e fizeram muitas, muitas mesmo, piadinhas. nunca me importei com esse tipo de coisa, nunca me preocupei com a imagem que transmito às pessoas - o fato de eu ter mais de dois metros (2,08) e calçar mais que 45 (49), nunca me chateou; pois, do fundo do coração, eu sei que sou uma pessoa legal, educada (graças a boa educação que tive, que falta, MUITAS VEZES, em muita gente) e que sabe lidar com esse tipo de situação de uma maneira amistosa.
porém, como nem todas as pessoas são providas de boa educação e intelecto superior ao de... superior ao de... -tentei encontrar comparações de mesmo nível, que causam impacto tanto quanto o SER que "transpassou" por mim, hoje, mas não acho que seja justo fazer comparações; visto que, animais são desprovidos de preconceitos, insetos também o são, bactérias também, vermes também etc., etc., etc.- sem comparações, então, continuemos: nem todas as pessoas vivem no mesmo mundo que eu, cheio de diferenças (das mais variadas!) e se acham no direito de dizer que, uma pessoa do meu porte -altura elevada à média nacional(?)- é uma pessoa DEFICIENTE.
bom, na manhã de hoje, passei por esta experiência. não partiu de mim uma resposta grosseira, não ficou em mim chateação, mas ficou coisa pior: PENA. é de se ter pena, é claro, de alguém que, em plenos dias atuais (século 21!), se vê no direito de rotular quem é deficiente ou não é, quem é bonito ou não, quem é diferente ou não é, quem é bonzinho ou não é e não olhar o seu pé sujo.
deficiente, pra mim, não é quem é grande, não é quem tem apenas um braço, que vive numa cadeira de rodas, quem é pequeno, quem é cego, surdo, mudo etc., etc., etc.; deficiente, pra mim, é quem se diz perfeito perante ao mundo, mas não enxerga o mundo em que vive e nem a sua imagem no espelho.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
EPOPÉIA DE UM CIDADÃO COMUM ASPIRANTE À BOBO DA CORTE
Eu não estou feliz
na verdade
se é que a verdade existe
nunca fui
essa obrigação moderna de felicidade
não me atinge
não me atinge dor
paixão
compaixão
então
muito menos
me atinge
o coco e o cocô
que vem do alto
da cabeça não passa
não sai
mas também não fica
pouco importa
a estrada é torta
sinuosa
errada
e sem errata
sou frio
frio como a selva de concreto e aço
sou grande
mas sou pequeno
diminuto
similar ao que sinto
ódio
de dimensões astronômicas
só mesmo meu instinto assassino
assassinado por um papel
assinado
depois de assalto
que de um salto
me fez
saltimbanco
me sentou num banco
escrevi esse poema
me assassinei
pessoa
me assinei artista
e preciso de dinheiro.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
Eu parei de escrever.
Meu mundo já não gira,
a lua não é íntegra,
o povo é sujo,
o que importa é material.
Meu amor
já não rima com dor -
amor e dor
é só ilusão.
Perdi a fé,
eu não escrevo,
não paro em pé,
e nem desejo.
Rimo
a esmo
só pra disfarçar
como um vesgo(?).
Tem gente que vive a dizer que a magia está nas forma, na rima, nos versos extremamente corretos, na técnica e se esquecem do principal,
o coração.
Às pulhas
essas frescuras.
Eu parei de escrever.
Perdeu a graça.
É só desgraça.
Já nem sei ler.
Agora vou ensinar -
pra estragar,
pra desgraçar,
atrapalhar,
quem quer pensar!
sábado, 4 de agosto de 2012
O CAPITAL É A CAPITAL, CAPITÃO
Vendo o que não tenho
pra comprar o que não preciso.
Exibo o que nunca tive,
gosto do que me possui,
e deixo me possuir.
Luto, luto, luto e
morro todos os dias,
vivo de luto -
lutando por valores agregados,
atribuídos,
empregados,
valores de mentira.
Vivo uma mentira
bem maquiada,
verdinha;
tão bem maquiada,
tão verdinha,
quanto os que regem
a capital e
o capital.
Vida desgraçada;
vida(?)
monetária.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Não acredito no que você acredita -
não temos a mesma crença.
Não gosto do que você gosta.
Não uso o que você gosta de usar,
nem o que ele gosta,
nem o que ela lá gosta.
Não gosto do seu estilo,
o dele,
o dela,
o deles ali.
O seu Deus, amigo,
é diferente do meu.
O seu chiclete não é igual ao meu.
O seu calçado gasta de um jeito diferente do meu.
Nós temos caminhos diferentes.
Nossos corações seguem compassos diferentes -
mesmo que outrora estivesse numa fantasiosa sintonia.
Você é vermelho,
eu sou amarelo,
juntos,
somos laranja,
uma coisa só -
nem vermelho, nem amarelo.
Talvez seja até amor.
Amor feito de diferenças.
Eu sou humano,
você também -
essa igualdade é fonte de tanta diferença.
Não nos cabe discutir.
Querer igualar.
Nos cabe viver.
Aproveitar,
amigo.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
SOMOS TODOS IGUAIS, PERANTE A DEUS.
Eu não deveria pisar tanto nas pessoas...
Muito menos, enganá-las tanto -
finjo que sou,
faço que vou;
mas não sou,
nem vou.
Eu não deveria ser assim, cruel -
de um lado,
um bolso enfeitado e atraente,
onde guardo pessoas que amo;
do outro
um bolso pesado e sujo de sangue,
onde guardo armas,
que usarei para matar as pessoas do bolso vizinho.
Eu não deveria ser assim,
egoísta,
dono do mundo e do meu umbigo.
Eu, definitivamente, não deveria ser assim...
humano.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
ADMITO, EU JÁ AMEI.
Triste é pensar no fim; o fim de tudo, sem vestígios, sem lembranças, sem calor no coração de algo bom que ficou pra trás. De amor, qualquer um sofre, é um mal comum; difícil de encontrar são aqueles que, mesmo do fundo de uma história relativamente triste - um amor, um voo; tão alto, tão profundo, que, de tão grande, não coube em duas pessoas - consegue olhar nos olhos da tristeza (paixão) traiçoeira, delicadamente guardada na parte intocável da alma, e divagar: eu gostei de tudo, faria tudo de novo, eu amei em todos os sentidos e me refiz. Claro, amar é perigoso e nos quebra sempre, sempre... sempre! - e somos só lagrimas e sangue e vontade de fazer e ser e estar e amar; amar até o último segundo e, a partir do último, talvez o último dos últimos, chorar de saudade.
Difícil mesmo de encontrar, é: quem um dia amou de verdade.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
"Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar..."
O mundo não vale o mundo que leva - tudo o que tem, o pouco que falta, um tanto que sobra.
De que adianta ter coração se for só pra ficar pendurado? Coração não é cordão, pingente; foi feito pra bombear, impulsionar e te manter avante, avante vida!
Mais coração e menos lógica, pra impulsionar a vida.
Se fosse de lógica que o mundo precisasse, ninguém mais amava.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Veio um alien surfando -
desceu pela estrada que leva ao paraíso,
depois do três batidas na porta de lá que
sem sucesso, chamou e pediu, mas Deus não quer salvar a rainha.
Alien rock n' roll e sua guitarra solo,
terminaram numa auto-estrada direto para o inferno!
Tomou gosto pela coisa e foi,
num mesmo fluxo contínuo,
como se fosse ao México num Calhambeque,
curtinho a doce criança que havia dentro dele.
Do alien surfista não se soube mais nada,
de certo chegou no inferno e virou cowboy,
sem medo do escuro.
Há quem diga que,
beirando a realidade e o pesadelo,
é possível ouvi-lo,
gritando (dizem até que é música, rock pesado, cheio de guitarras),
"6 6 6, é número da besta!"
Escrevi uma coisa, mas não sei que nome tem. Poderia ser um poema, se fosse um poema; um texto, como é qualquer coisa escrita, ou não; uma lei, ou qualquer outra coisa escrita sem propósito e sem fim. O problema é que há muito de mim e metade do meu coração nessa porcaria que me atrevi a escrever. Outro problema: essa maldição quase tem meu nome, gritando, nas entrelinhas. Mostrarei a vocês, amigos, o que, por ventura de ser e existir, vou chamar de "eu": FODA-SE!
Mais do que nunca: eu, Edson.
terça-feira, 19 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Hoje um rato me parou na rua. Um rato dos grandes, com rabo grande e imponente, pelo bem cinza - quase preto. Um rato bravo, injuriado, indignado; só fazia praguejar contra os humanos e dizia repetidamente que "esta cidade é uma humanolândia, vocês são a escória do asfalto e ainda entopem nosso bueiros" - ranzinzava em alto e bom som, voltado para mim, mas para que todos, alguns humanos e uma maioria de ratos, pudessem ouvir. Duas ratazanas velhas que estavam por ali se envergonharam, provavelmente religiosos, temerosas a Mickey, apiedaram-se de mim, vendo minha angústia e estupefação diante a tal situação; mas nada me acalmaria. Corri, com medo da morte que viria por belas pauladas - o rato ranzinza já dispunha de um bom pedaço maciço de madeira - e depois seria descartado, como se descarta qualquer lixo; corri, corri para o abrigo mais próximo, a fresta mais próxima e suja que suportaria um humano covarde com medo do mundo. Encontrei-a e me abriguei, feliz e assustado, numa brecha relativamente suja e com cheiro de cidade cinza. O rato ranzinza se foi, as ratazanas de idade tomaram seu rumo, trôpegas e com amuletos pendurados no pescoços - réplicas da imagem santa de Mickey Mouse; agora, só alguns humanos corriam por ali, apressados e atentos aos donos do mundo, ratos. Decidi sair, volta à selva e me arriscar entre os ratos, precisava comer e continuar a vida, sempre uma aventura. Só então percebi que estava entre baratas, e havia machucado algumas, que praguejavam e ameaçavam-me três vezes mais ferozes que o rato ranzinza e amaldiçoavam-me cinco vezes mais insatisfeitas com minha presença - e o resto da corja humana que deve ser incluída, pois é tão chata quanto um humano só. Baratas e ratos, a maior população mundial, decidiram acabar com a humanidade, essa praga, já não aguentavam mais esse mundo humano de mentira. As baratas foram as primeiras, exibiram suas patas e os ratos vieram em seguida, entraram nos sapatos do cidadão civilizado. E daí até o topo, tomaram o mundo que nunca fora humano, nem pertencesse à humanidade e extinguiram a raça, corja, humana com um método simples e rápido e eficaz, porém dolorido e sanguinário: ratos e baratas, num complô contra os humanos, tiraram-lhes os olhos, mas mantiveram a visão; tiraram-lhes os ouvidos, mas mantiveram a audição; tiraram-lhes a língua, mas mantiveram a fala; tiraram-lhes o cérebro e não precisaram alterar nada, não havia o que manter.
sábado, 19 de maio de 2012
Eu sinto
sinto que em mais hora
ou menos hora
a linha será rompida.
Eu sinto
sinto que agora falta pouco
até que as vidas se fundam
vidas que não se dão.
Eu sinto
sinto que agora tudo está perdido
o que eu tenho e o que terei
sinto que sou todo defeitos.
Eu sinto
sinto que seu amor
tão ódio
agora repugna me amar/odiar.
Eu sinto
sinto muito.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
HEY, AMIGO!
-Discursos vazios, envoltos de uma sabedoria findada do nada, cercados de "oh..."; "bravo!"; "ele, ele sabe!, é muito inteligente, sabe o que diz!"; bom, isso eu vejo em qualquer esquina, meus caros, publicado em qualquer lugar, sem escrúpulo algum.
-Oh...
-Bravo!
-Ele, ele sabe!, é muito inteligente, sabe o que diz!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Gritos que imperam!
Sinos que batem!
Espada em mãos!
Pulsos cerados!
Olhos enfurecidos
por desejo, ódio, amor!
Tambores que rugem três notas graves repetitivas.
Marcam o os passos de um exército colossal e outro igualmente grande.
Grandes rivais num mesmo solo:
Marcham ferozes
desferem sangrentas investidas de espadas
sujas de sangue
sangue com cor de amor
cheiro de ódio
sangue que escorre
saciando desejos terrivelmente mórbidos...
Coração partido, empalado,
mente em conflito,
duas carnes de um mesmo ser,
dois gumes em um só homem.
Assim são
meus devaneios
exércitos colossais em conflito constante
batalhas sangrentas:
eu, tentando compreender-me.
terça-feira, 1 de maio de 2012
assinar é assassinar
o cantinho quieto da folha
que não quer responsabilidade
só quer ser linha, espaço em branco
linha tracejada
linha com um pontinho azul de caneta indicando
"assassine aqui
'faça de mim algo importante'
algo que eu nunca quis ser"
um papel importante
assinado
na sociedade
assassina
(eu, ... ninguém)
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Qualquer um pode blasfemar sobre o quanto a vida é difícil e injusta e usar isso como argumento pra qualquer coisa, porém são poucos os que percorrem este caminho, tendo consciência de sua dificuldade, blasfemando do mesmo jeito, e conseguem fazer de toda dificuldade apenas um caminho a ser percorrido; o caminho árduo da felicidade - que talvez nunca seja atingida. É a vida... e em seguida: morte - fim da linha.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
De que adianta um coração sentimental? Sentimento não resolve equações, só traz problemas maiores; eu quero ser racional (frio e calculista), quente e romancista é a maior fria. Sem essa de ser ponderado e agir de peito aberto, desse jeito qualquer golpe me arranca o coração cheio de amor, isso também é de mais, só preciso de frieza, racionalidade livre de amor...
terça-feira, 27 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Experimente sua insanidade, cheia de princípios morais, e saia por aí dizendo que o capitalismo é errado e existem sistemas capazes de superá-lo; mas tenha o celular da moda, daqueles que faltam um pedaço da maçã que Eva mordeu (esse aparelho é mesmo uma tentação!), seja normal, enfim, tenha uma camisa do Che Guevara.
segunda-feira, 19 de março de 2012
A imaginação, fértil e adubada com besteiras televisivas e porcarias transmitidas via satélites, nos confunde. Baixas frequências de níveis intelectuais miseráveis, emitidos em onda curta, nos co-fundem -e é assim que somos uma nação de cabra-homens, machões sensibilizados com a pior a vilã da novela do horário atual, que assistem e acompanham às fezes televisivas das 21hrs. Mundo moderno: muita onda, muita onda -ondas curtas, de maior alcance-; pouco papel, puco intelecto. Mundo atual, mundo moderno(?), mundo de mentira... mundo de brincar de ser machão, sujeito-homem, eita mundo bom de acabar.
quinta-feira, 15 de março de 2012
VONTADE DE DIZER MAIS DO QUE FOI DITO, MAIS DO QUE FOI ESCRITO
O que fazer com a vontade, quase incontrolável, de gritar desejos e proferir ordens de mudanças "humanas" (com fins extremamente egoístas, claro)?
Vontade... coisa traiçoeira que se esconde atrás de cada gesto, atrás de cada fio de cabelo rebelde que é forçado a voltar ao seu lugar -deslizando por entre dedos e se encaixando, entre outros, num gesto inspirador de maldade.
O seu remelexo me causa ânsia de vômito; o seu olhar, inocentemente voraz, levemente atraente, me desarma e me deixa trêmulo; a sua voz me cala, fecha minha boca, entope meu coração, silencia minh'alma (o que sai de mim são tropeços, frases gaguejadas)... no momento: eu te odeio. Sim, eu te odeio; claro!, você não é minha e nem poderia ser. Você não é como eu queria que fosse e nem poderia ser (sim, sou egoísta e queria lhe moldar).
Eu quero tudo o que eu queria não querer, mas eu sei que no fundo eu não quero mesmo, ainda que haja a sombra impetuosa do desejo no âmago do meu ser me dizendo que "SIM!, VOCÊ QUER! EU QUERO"... eu acho irrelevante os desejos que tenho de te beijar, te abraçar, sentir seu calor em meus braços, te matar e amar.
Enfim, eu não quero. Ainda que haja a sombra impetuosa do desejo no âmago do meu ser me indagando:
O que fazer com a vontade, quase incontrolável, de gritar desejos e proferir ordens de mudanças "humanas" (com fins extremamente egoístas, claro)?
Talvez transcrevê-los não seja a melhor ideia.
domingo, 11 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Se fosse fácil ninguém sentia
sofria desse mal
não chorava pelo mesmo.
Não haveriam tantos livros
tentativas de escrever
o que é difícil descrever.
Se fosse gostoso não deixaria marcas
manchas na honra
vidas inglórias a todo momento.
Se fosse substância da vida
muitos nem nasceriam
por precaução com o devir.
Catarse enfeitada da vida e diluída em água com açúcar
empregada no valor do outro
principal emissor de males -
amor.
sofria desse mal
não chorava pelo mesmo.
Não haveriam tantos livros
tentativas de escrever
o que é difícil descrever.
Se fosse gostoso não deixaria marcas
manchas na honra
vidas inglórias a todo momento.
Se fosse substância da vida
muitos nem nasceriam
por precaução com o devir.
Catarse enfeitada da vida e diluída em água com açúcar
empregada no valor do outro
principal emissor de males -
amor.
quarta-feira, 7 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Pegue a fruta mais vermelha, madura, que tenha muito caldo e jogue-a! Jogue-a com o fervor da fúria de um deus, de um guerreiro com sede de vingança!, jogue-a contra o muro mais rígido, mais sisudo. Jogue-a, sinta-a espatifar em muitos pedaços e aprecie seu sangue escorrendo, sua raiva escoando, seu alívio num breve sorriso de olhar baixo.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Deixo,
pra depois,
o que eu deveria fazer.
Faço,
e nem percebo,
o que jamais deveria ter feito.
Nasço,
vivo e morro,
quase todos os dias.
Há dias,
assim como noites,
me perco.
Há,
também,
dias que não nasço.
Há,
dias,
só morte...
Vivo,
contudo,
eu tento.
Erro,
com palavras e gesto e jeitos,
e isso não muda nunca.
Esse poema,
é um erro,
me expõe.
pra depois,
o que eu deveria fazer.
Faço,
e nem percebo,
o que jamais deveria ter feito.
Nasço,
vivo e morro,
quase todos os dias.
Há dias,
assim como noites,
me perco.
Há,
também,
dias que não nasço.
Há,
dias,
só morte...
Vivo,
contudo,
eu tento.
Erro,
com palavras e gesto e jeitos,
e isso não muda nunca.
Esse poema,
é um erro,
me expõe.
É muito fácil (pra não dizer que é banal) sai por aí dizendo que odeia Deus e o mundo e que vai de encontro com qualquer modinha, regra, norma, lei e gostos de massa; difícil (pra não dizer que é o correto a se fazer) é ir de encontro com a massa -claro, a maioria, hoje em dia, é "do contra"; tá na moda ser "do contra"- e dar a cara a tapa e dizer: "eu gosto"; "eu assumo"; "sua opinião é diferente da minha"; "eu não gosto disso, gosto daquilo"; "eu não gosto de você"; etc, etc, etc.
Pra mim, isso não é ser "chato", muito menos "arrogante"; isto é ter personalidade e não deixar ser levado pela massa (aquela massa, "os 'do contra'") que não diverge em opiniões, são, simplesmente, alienados (pra não dizer que são burros).
Abrigado pela atenção.
Pra mim, isso não é ser "chato", muito menos "arrogante"; isto é ter personalidade e não deixar ser levado pela massa (aquela massa, "os 'do contra'") que não diverge em opiniões, são, simplesmente, alienados (pra não dizer que são burros).
Abrigado pela atenção.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
De que adianta escrever?!
Letras não dizem nada.
Palavras são letras perdidas que se unem por convenção.
Frases?! Frases são amontoados de letras que juntas se acham detentoras de uma ideia.
E, por fim, os textos: união de muitas letras que não dizem nada que formam palavras insignificantes e, amontoadas, formam frases duvidosas que, logo, resultam num texto entulhado de insignificâncias; regras; acentos; formatações... e ainda usam textos pra falar de amor.
Sujeitar o amor ao texto é, simplesmente, descartá-lo.
Letras não dizem nada.
Palavras são letras perdidas que se unem por convenção.
Frases?! Frases são amontoados de letras que juntas se acham detentoras de uma ideia.
E, por fim, os textos: união de muitas letras que não dizem nada que formam palavras insignificantes e, amontoadas, formam frases duvidosas que, logo, resultam num texto entulhado de insignificâncias; regras; acentos; formatações... e ainda usam textos pra falar de amor.
Sujeitar o amor ao texto é, simplesmente, descartá-lo.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Sou poeta
de Google aberto.
"Amor"
Estou com sorte.
"Click"
ALERTA:
VÍRUS DETECTADO!!!
1-Amar
2-Tentar esquecer
3-Mover para o coração
2-Tentar esquecer
"Click"
-CARREGANDO-
Status de Amor: Tentando esquecer.
Google
"Como excluir 'Amor' do disco rígido"
Estou com sorte
"Click"
ERRO 404
PAGE NOT FOUND
de Google aberto.
"Amor"
Estou com sorte.
"Click"
ALERTA:
VÍRUS DETECTADO!!!
1-Amar
2-Tentar esquecer
3-Mover para o coração
2-Tentar esquecer
"Click"
-CARREGANDO-
Status de Amor: Tentando esquecer.
"Como excluir 'Amor' do disco rígido"
Estou com sorte
"Click"
ERRO 404
PAGE NOT FOUND
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
VERÁ VERÃO
Dias melhores passaram,
uns piores, passariam...
Talvez pensaram,
pesaram;
pensarão
nesse passado pesado
que, de verão pesado,
d'aquele passado,
só ficou o mormaço.
Dias melhores virão!
Verão!
Verão melhores dias,
virão melhores dias;
passarão melhores dias,
pensando,
passando,
pensando,
assando -
nesse verão.
Pensará
no verão que virá,
nos que virão.
No próximo
verão
dias melhores
verão.
uns piores, passariam...
Talvez pensaram,
pesaram;
pensarão
nesse passado pesado
que, de verão pesado,
d'aquele passado,
só ficou o mormaço.
Dias melhores virão!
Verão!
Verão melhores dias,
virão melhores dias;
passarão melhores dias,
pensando,
passando,
pensando,
assando -
nesse verão.
Pensará
no verão que virá,
nos que virão.
No próximo
verão
dias melhores
verão.
________ Linha ↓ ________ Desce a linha ↓
Sob Linha _____↓........↑.............................↓
Sobe linha → → → → ↑....................________
← ← ← ← ←← ← ← ← ← ← ← ←Dê-se à linha
↓
↓
↓
↓
________
Desalinha
↓
→ → →↓........↑→→→
← ← ←..........↑........↓
→→→→→→→......↓
← ← ← ← ←← ← ←
↓
↓
↓
↓
_-_-___-__-
Diz a __________, → Usai-me com carinho, ciência e, principalmente, amor e eu lhe mostrarei o caminho.
Sob Linha _____↓........↑.............................↓
Sobe linha → → → → ↑....................________
← ← ← ← ←← ← ← ← ← ← ← ←Dê-se à linha
↓
↓
↓
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________
Desalinha
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← ← ←..........↑........↓
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↓
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Diz a __________, → Usai-me com carinho, ciência e, principalmente, amor e eu lhe mostrarei o caminho.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
a insignificância de algumas pessoas, que eu queria que fossem simplesmente desprezíveis, por incrível que pareça, é algo que me irrita. como algumas pessoas conseguem atingir o teto máximo de futilidade suportável?!, são tomadas por níveis exorbitantes de repulsa, de ânsia de vômito pelo simples fato de existirem; mas eu acho que isso tem nome e objetivo de vida -nome: FALSIDADE, objetivo: DESCARTAR PESSOAS.
-são só pensamentos.
-são só pensamentos.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
TIC-TAC/TAC-TIC
Os relógios são redondos por que o mundo também é?! E se o mundo fosse quadrado, ou triangular, os relógios e a noção cíclica de tempo também corresponderiam à sua forma? Será...?
domingo, 1 de janeiro de 2012
"Poser", pra mim, é quem vive num mundo imaginário, cheio de ideais idealizados, climatizado, com iluminação adequada, sem tempo ruim -um mundo que não condiz com o real. O mundo em que vivo é bem mais cruel, sangrento, sujo, criminoso e criminalizado, poluído e poluente; sem essa de mundo ideal/imaginário, o mundo real não tem tempo pro imaginário, pro fantasioso.
Amar é não ter auto-controle...
Amar é flagelar-se e não sentir dor...
Amar é sentir uma única dor: saudade...
Amar é ser cego...
Amar é não enxergar-se...
Amar é não enxergar o resto do mundo...
Amar é não enxergar nada além de uma pessoa...
Amar é passar por cima de tudo, só pra encontrar o amor...
Amar é superar qualquer coisa, só pra continuar amando...
Amar é desprender-se do mundo e fazer de seu amor o mundo...
Amar é ter ódio de si...
Amar é ter repulsa do corpo que habita um sentimento tão grande...
Amar é chegar a conclusão de que temos um coração pequeno pra um sentimento tão grande...
Amar é se entregar por inteiro...
...é sentir-se feliz por ter um amor que o completará.
Amar é flagelar-se e não sentir dor...
Amar é sentir uma única dor: saudade...
Amar é ser cego...
Amar é não enxergar-se...
Amar é não enxergar o resto do mundo...
Amar é não enxergar nada além de uma pessoa...
Amar é passar por cima de tudo, só pra encontrar o amor...
Amar é superar qualquer coisa, só pra continuar amando...
Amar é desprender-se do mundo e fazer de seu amor o mundo...
Amar é ter ódio de si...
Amar é ter repulsa do corpo que habita um sentimento tão grande...
Amar é chegar a conclusão de que temos um coração pequeno pra um sentimento tão grande...
Amar é se entregar por inteiro...
...é sentir-se feliz por ter um amor que o completará.
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