Eis que de um triângulo isósceles, indicando o chão -por ironia, talvez?, pode ser-,
CHEGO AO MUNDO!
Sou um círculo: pequeno, redondo, fofinho, sem dobras, sem marcas, perfeitamente maleável -inocente e idiota.
Este círculo, num período curto de tempo, vem sendo trabalhado com grandes investidas intelectuais e morais.
Ah!, desgraçadas investidas morais! Vocês me tornaram um
OCTÓGONO! -
um círculo com dobras, poucos vestígios curvos -
que possam ser pensares!
Ah!, desgraçadas investidas morais, que vivem a me atormentar!
Vocês me tornaram um
QUADRADO!
Quadrado... forma geométrica fadada a um sentido pejorativo -
onde já se viu?!, uma "coisa" sem curvas, só dobras,
dobras forçadas!
Ah!, desgraçadas investidas morais!
Fizeram de mim "quadradão"...
E assim serei, por alguns e longos anos.
Mas não será pra sempre, só até obter forças para me esticar e voltar a ser um
OCTÓGONO! -
a partir daqui será mais fácil voltar a ser um círculo, totalmente curvo!
Porém, voltando a ser octógono, a lembrança de um triângulo isósceles,
apontando o chão,
passa a ser mais frequentemente.
Por isso me apresso,
corro,
me estico e sou um
CÍRCULO!
Sou um círculo: grande, oval, rígido, me restam algumas dobras, tenho muitas marcas, nada maleável -experiente e vivido.
Este círculo,
ciclo,
se estende demais e assumo proporções ovais...
tomam-me com investidas doloridas,
adicionam-me algumas dobras e me torno um
RETÂNGULO -
agora entendo o triângulo isósceles que aponta o
chão.
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