O que fazer com a vontade, quase incontrolável, de gritar desejos e proferir ordens de mudanças "humanas" (com fins extremamente egoístas, claro)?
Vontade... coisa traiçoeira que se esconde atrás de cada gesto, atrás de cada fio de cabelo rebelde que é forçado a voltar ao seu lugar -deslizando por entre dedos e se encaixando, entre outros, num gesto inspirador de maldade.
O seu remelexo me causa ânsia de vômito; o seu olhar, inocentemente voraz, levemente atraente, me desarma e me deixa trêmulo; a sua voz me cala, fecha minha boca, entope meu coração, silencia minh'alma (o que sai de mim são tropeços, frases gaguejadas)... no momento: eu te odeio. Sim, eu te odeio; claro!, você não é minha e nem poderia ser. Você não é como eu queria que fosse e nem poderia ser (sim, sou egoísta e queria lhe moldar).
Eu quero tudo o que eu queria não querer, mas eu sei que no fundo eu não quero mesmo, ainda que haja a sombra impetuosa do desejo no âmago do meu ser me dizendo que "SIM!, VOCÊ QUER! EU QUERO"... eu acho irrelevante os desejos que tenho de te beijar, te abraçar, sentir seu calor em meus braços, te matar e amar.
Enfim, eu não quero. Ainda que haja a sombra impetuosa do desejo no âmago do meu ser me indagando:
O que fazer com a vontade, quase incontrolável, de gritar desejos e proferir ordens de mudanças "humanas" (com fins extremamente egoístas, claro)?
Talvez transcrevê-los não seja a melhor ideia.
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