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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
EPOPÉIA DE UM CIDADÃO COMUM ASPIRANTE À BOBO DA CORTE
Eu não estou feliz
na verdade
se é que a verdade existe
nunca fui
essa obrigação moderna de felicidade
não me atinge
não me atinge dor
paixão
compaixão
então
muito menos
me atinge
o coco e o cocô
que vem do alto
da cabeça não passa
não sai
mas também não fica
pouco importa
a estrada é torta
sinuosa
errada
e sem errata
sou frio
frio como a selva de concreto e aço
sou grande
mas sou pequeno
diminuto
similar ao que sinto
ódio
de dimensões astronômicas
só mesmo meu instinto assassino
assassinado por um papel
assinado
depois de assalto
que de um salto
me fez
saltimbanco
me sentou num banco
escrevi esse poema
me assassinei
pessoa
me assinei artista
e preciso de dinheiro.
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