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domingo, 25 de novembro de 2012
POR ISSO EU AINDA ESTOU DE PÉ
Tudo bem, eu até aceito que a vida corre como um rio; passa por muitos lugares, leva muita coisa, alimenta muita coisa, destrói muita coisa, até reorganiza alguns elementos básicos e que, em determinado ponto, ou deságua no mar, se torna memorável (e acaba) ou seca, sendo só mais um (e acaba) - aquela monotonia de sempre que nós conhecemos bem, mas que quis usar uma metáfora. Coisa comum, seguimento chamado "padrão"; até o mais insignificante dos seres vive esta experiência cruel. O que me deixa deprimido, desacreditado do fato de que esta experiência seja, de fato, uma dádiva, é ter que engolir que amores vem vão e que, quando se vão, na maioria das vezes, se torna algo ruim - "na maioria das vezes", pra mim, são todas. Aquela amor infinito, de juras de amor eterno, de casamento certo - casamento de gerar bodas e mais bodas e frutos e sempre com amor e paixão no ápice -, mas que já passou e que era tão bom; esse amor devia ser algo pra vida, uma conquista tão grande quanto (maior, eu garanto) uma enorme quantia de dinheiro; pois gera benefício como dinheiro e passamos por isso com satisfação, alegria e prazer!
A humanidade evolui, o homem se torna inteligente, se torna vulnerável, frágil; e assim, animais ou menos que isso, se torna frio e cético - por mais que seja atingido, derrubado, esmagado, esquartejado por investidas fulminantes de Eros e de todos os amores em toda forma possível, se alimenta de amores eternos-instantâneos para manter seu sangue quente e líquido (função simples, básica e método fácil) - como impulso ao coração que não pode parar para manter-se correto perante à sociedade manipuladora de sentimentos lindos e descartáveis como nós: gente.
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