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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Malditos sejam, descendentes de Cronos!

É estranho pensar na situação que o tempo nos proporciona. Estranho, entenda-se como "amendrotador", nada me deixa com mais medo que o tempo. O tempo é cruel, frio, e, principalmente, implacável! Tudo que existiu/viveu, existe/vive, existirá/viverá, depende ao tempo, Sr. Tempo, para os mais temerosos. Para eu nascer fui escravo do tempo e, depois que nasci, continuo o sendo, até que Sr. Tempo decida que meu tempo de vida chegou ao fim. Existiu o tempo passado, com amores vividos, erros irreparáveis, feridas incuráveis, lágrimas que rolaram... tempo passado que parece não pertencer ao que se vive no presente, parece parte de outra vida, outro tempo, um passado remoto. Existe o tempo presente que, pra mim, é o mais amendrotador, justamente por ser meu futuro passado e quando tento decidir como será meu futuro. O presente é extremamente complexo -ao contrário do passdo, que só serve para ser lembrado e trazer a carga moral de quem viveu, registrada em qualquer coisa-, no presente eu preciso dar conta de viver, sem me preocupar com o passado e olhar para o futuro, ter consciência de que meus atos no presente refletirão no futuro -um fututo bom é um passado memóravel. Existirá o futuro... o que dizer do futuro? Só o tempo dirá. Tendo tamanha consciência do meu ser e ser consciente de minha dependência cronológica... chego a uma conclusão: ser humano, racional -burro-, dependente -escravo- do tempo é o pior castigo do mundo -esse mundo cheio de fuso-horários, horas marcadas, horário de verão, tempo de espera, quando o ponto maxímo, certíssimo, é o Sr. Big Bang. Que morra! Morra o tempo e eu possa viver! Só assim poderei viver passado, presente, futuro/futuro, presente, passado/ passado, futuro, presente, a hora que eu quiser! Bom... chega de falar de tempo; estou atrasado, atrasado para viver meu presente, não me preocupar com o passado e resolver meu futuro.

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