Another Source

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um texto (?) patético.

Há quem viva sem nem saber que viveu, comete o imperdoável erro de não se apaixonar pela vida, parece não ser merecedor dos grandiosos prazeres que essa vida mundana, imunda, nos proporciona, inunda-nos de possibilidades todos os dias –por mais simples que possam ser, são dignas de serem consideradas motivos para se apaixonar, morrer de amores pela vida (afinal, se for para morrer, que seja de amor, ora!). Acho justo que todos tenhamos uma certa consciência amorosa, afetiva, sentimental, para que possamos identificar esses momentos ímpares e tenhamos tato para reconhecê-los; visto que não somos avisados, nem fazemos ideia de quando e como tais momentos chegarão até nós, simplesmente nos tomam de assalto e é bom que estejamos preparados para que sejam minuciosamente palpáveis ao coração, marcados n’alma para a eternidade! Não me refiro, somente, aos grandes fatos (espetáculos da vida) prezo que momentos simples, frações de segundos/minutos/horas -mas de grandeza incalculável-, recebam a devida importância, pois, ainda que pequenos (pequenos no sentido de que só ressaltará ao coração, seu coração, será seu, só seu; sua alma, seu sentimento, seu calor) serão estes os que serão lembrados com carinho, os que o imaginário racional não se prontificará a esquecê-los, simplesmente, esquecê-los. Posso citar (compartilhar, na verdade) alguns momentos que deveriam reter um pouco mais de atenção, de qualquer um,pois, passam, na maioria das vezes, despercebidos... um sorriso de aceitação, um gesto de carinho, ser lembrado inesperadamente num dia qualquer, ser cumprimentado por um desconhecido qualquer com ternura, ser abraçado por quem se ama, dizer: eu te amo, ouvir: eu te amo, abraçar e beijar seus pais, estar entre amigos, estar em família, tomar uma Coca-Cola às 7 da manhã sem se preocupar com o devir –preocupações mundanas- e esboçar um breve sorriso no rosto, etc., etc., etc.; posso citar muitos outros, mas estes são bons exemplos de como a poesia da vida se esvai sem nos atentarmos à ela, deixamos de lado momentos dignos de serem levados –no coração e na alma- por toda a vida, toda eternidade. Viver é digno de amor, sentimento, sensibilidade, ser atento aos mínimos detalhes que, passado o presente, serão inesquecíveis num futuro qualquer. Visto por um poeta (ou qualquer outra coisa que seja aplicável ao tema; talvez, “escritorzinho, barato, de auto-ajuda“, vai da percepção de cada um) fingidor -finge dor-, criador –cria a dor-, tal afirmação é extremamente relevante e aplicável, mas só para um poeta (ou o que quiser). Talvez tamanhos devaneios e críticas patológicas sejam, simplesmente, irrelevantes, visto que pessoas sentimentais são bobas e, se expõe seus sentimentos, são tachadas de “poetas”. Não é legal ser poeta e amar a vida, logo, pensar-la, criticá-la por ter me apaixonado por uma Coca-Cola que tomei às 7 da manhã e ainda ter de atentar-me, minuciosamente, a detalhes de momentos que julgo mágicos –espetáculos, momentos mágicos, jogos de luzes, proporcionados pela vida, minha vida (talvez a sua), meus momentos (talvez, quem sabe?, também sejam os seus), minha alma (pode ser que, unida com a sua -e isso eu desconfio muito-, talvez seja, simplesmente, a sua)... talvez eu seja mesmo bobo –sentimental demais-, ou patético –patológico demais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário